sábado, 16 de abril de 2011

O agradecimento diário do Umbandista / Candomblecista

Obrigado meu Pai Oxalá

Pela fé que me sustenta

Pelos amigos que fiz e continuo fazendo

Pelas bênçãos de Ogum

Pela proteção de Iemanjá

Pelo amor de Oxum

Pela força de Iansã

Pela retidão de Xangô

Pelo colo de Nanã

Pelo equilíbrio de Oxóssi

Pelas curas de Omulú

Pelas cores de Oxumarê

Pelas folhas de Osanhe

Pelas Crianças que enchem de alegria nossos terreiros

Pela amizade dos Boiadeiros

Pela humildade dos Preto-Velhos

Pelas Almas Santas e Benditas

Pela cumplicidade de Exú e Pomba Gira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vida de médium é difícil...

Poderia até ser uma frase da cantiga da novela A Escrava Isaura (risos); mas não é. É a pura realidade irmão. Vejam a vida do exímio e grande médium brasileiro Francisco Cândido Xavier. Foi hostilizado, apresentou problemas de saúde, teve uma vida simples, sacrificada e difícil. Muitos irão perguntar: "Para que tudo isso? Não seria mais fácil que utilizasse seus dons para ter uma vida boa, confortável, uma condição financeira abastada e fosse repleto de mulheres ao redor?" Aí está a chave da resposta... A espiritualidade tem um propósito muito maior do que os levianos objetivos presentes neste mundo. Em que os seres evoluiriam se pudessem saber sempre qual o caminho certo a seguir? Ora, em nada avançariam. O ser humano tem o anjo e o demônio dentro de si. É só escolher a quem ouvir e seguir.
Muitos médiuns às vezes reclamam sobre sua condição de vida. Seria muito fácil usar o dom recebido em benefício próprio, mas se assim fosse possível, pelos nossos erros e defeitos enquanto espíritos encarnados, certamente nunca, veja bem, nunca nos preocuparíamos em ajudar o próximo. Demagogia seria dizer o contrário, afinal todos carregamos conosco algum traço de animalidade. Afinal, devemos lembrar que somos animais, porém Deus nos proporciona a inteligência para o discernimento de nossos atos. Dentre os traços animalescos que se relacionam com a sobrevivência, o egoísmo é um deles.
A mediunidade de uma pessoa não é para ela própria. É um domínio público, é um bem de uso coletivo por assim dizer; fato este que pode certamente trazer transtornos para a vida do médium. Mas, o que seria admirar a mais bela das rosas sem ferir-se com os espinhos? Como seria possível contemplar a maravilhosa companhia do Criador sem passar por algum tipo de martírio? Se houvesse esta facilidade, não seríamos dignos deste privilégio. Que possamos, mesmo com toda adversidade, sempre nos lembrar de seguir no caminho do bem, ajudando ao próximo, em comunhão com os nossos guias espirituais, para que possamos ser merecedores da companhia do Deus perfeito e magnífico, arquiteto deste Universo. Paz e bem!

domingo, 3 de abril de 2011

Orixás e características de seus filhos: Um novo olhar...

Nesta primeira postagem de Abril, inicio o mês pensando em algo que talvez ninguém nunca tenha visto neste ângulo. O que faz com que as pessoas venham a este mundo filhos de determinado Orixá?
Acredito que os espíritos tendem a vir à Terra como filhos de determinado Orixá devido a uma semelhança de vibrações com as características do Orixá em questão. Por exemplo, um espírito que vem como filho de Oxossi provavelmente já aprendeu lições em diversas existências com relação a amizade, humildade e outras características positivas atreladas a Oxossi, que lhe possibilitaram algum nível de melhora espiritual, porém ainda está atrelado a seus defeitos que podem ser relacionados com todo lado negativo do mesmo Orixá. Ou seja, espíritos que tenham vivido experiências semelhantes reencarnam como filhos de Oxossi.
Entre os Orixás não há uma hierarquia, nenhum é melhor nem pior que o outro, mas de acordo com os pólos positivos e negativos de cada Orixá, podemos encontrar reunidos espíritos que buscam graus evolutivos diferentes. Qual seria a lição a ser aprendida então? As perguntas seguintes já tem consigo as próprias respostas... Qual o maior defeito da personalidade atrelada a Oxóssi? Não perdoar; Qual a maior negatividade de Iansã? Não conseguir ajustar relacionamentos duradouros.
O pensamento espírita espiritualista é marcado especialmente pela coerência e lógica em suas afirmativas, pois explica o que para muitos é inexplicável ou inimaginável pelos dogmas religiosos. Como então podemos explicar que tantas pessoas tenham personalidades semelhantes e que venham filhos do msm Orixá? Óbvio q as combinações com os outros Orixás da linha alteram um pouco estes caracteres, mas o Orixá que nos rege não foi escolhido a toa, tudo tem um propósito, uma lógica.
Ou seja, espíritos que vem filhos do mesmo Orixá provavelmente tem que aprender lições semelhantes, onde cada Orixá tem a função de nos guiar para repelir as características negativas que eles mesmos possuem em sua personalidade. Cada um presente na linha de um indivíduo tem uma função de correção, uma lição a ensinar, um defeito a depurar. Senão todos seriam Oxaguiã, ou Iansã, ou Ogum e por aí vai.Se fosse exatamente aleatório e sem propósito não haveria evolução do espírito "filho", sem nenhuma beleza e magia de se ter um Orixá como mãe ou pai. Por isso os Orixás são diferentes, próximos dos nossos defeitos e fraquezas. Deus os criou com o objetivo de estar mais próximo de nós através de Espíritos superiores, porém humanizados, removendo a distância que nos separa Dele. Que nós possamos aprender com os Orixás, para cumprirmos os desígnios pelos quais somos seus filhos, e assim avançar no caminho da evolução e tornar nosso espírito menos denso e mais próximo do Criador. Axé!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Porque nos preocupamos demais com o outro?

Para alguns a pergunta lançada no início da postagem é um defeito. Se preocupar com o próximo, pelo contrário, é uma virtude. Atualmente, está cada vez mais difícil encontrar pessoas que se preocupem com o próximo, em qualquer campo de vida que seja, incluindo saúde, namoro, amizade, família... enfim, nunca ninguém tem tempo para os problemas, dúvidas e desejos alheios. Ou pior, tem gente que não sabe simplesmente ouvir e respeitar os anseios do próximo. Aí fica difícil conviver. Quantas guerras, mortes, tragédias e afins são causados pela simples intolerância entre pessoas e povos? Meus costumes, minha religião, minha maneira de pensar são melhores que as suas. Não, não e não. A intolerância é um dos sinais máximos do atraso espiritual e da necessidade de depuração de todo sentimento malévolo que nos ronde. Estes pensamentos é que fazem valer a famosa expressão do Orai e vigiai, uma vez que não é bom para ninguém, nem a ti nem ao próximo, tais tipos de sentimentos.
Quando passamos a amar ao próximo, é natural que tenhamos uma preocupação excessiva com a pessoa que desejamos bem. Deste sentimento sublime que podem surgir as mais amargas decepções. Então dizemos: "Me arrependi de ter feito isso, ou aquilo para fulano... Não faço mais isso por ninguém." Vamos analisar a afirmativa do momento de ira?
Se teu coração é puro, desejas evoluir, se desprender de todo sentimento mesquinho e raiva, certamente não conseguirás se manter por muito tempo desta maneira. Por mais que seu coração esteja lhe matando de tanta dor, mais cedo ou mais tarde, você irá perdoar aquele que te traiu. Tenha certeza que é nesta hora que Deus mais se agrada da tua presença nesta Terra e certamente seu espírito estará dando um salto adiante no caminho da evolução.
Agora analisemos o rancoroso. Pobre alma. Incapaz de se libertar do sentimento vingativo.Pessoas que não perdoam, por mais que amem o ser que magoaram, são incapazes de perdoar ao próximo e a si mesmo. Alimentam os obsessores com a energia pesada que carregam consigo. Misericórdia divina, dos Orixás e Entidades destes irmãos...
Nunca se arrependa em pensar tanto no outro e às vezes esquecer de você mesmo. Veja o caminho do grande médium Chico Xavier. Afinal, todo sofrimento vivido por ele foi por sua doação ao próximo. Mas, veja a felicidade com que ele fazia tudo isso; e a paz de espírito que obteve depois. Reflitamos sobre o assunto, principalmente sobre a máxima de que ESPIRITISMO NADA MAIS É DO QUE DOAÇÃO AO PRÓXIMO E CARIDADE... Axé!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mãe biológica cuidando de filho biológico no santo

Esta é uma grande dúvida entre os Umbandistas. Mãe biológica pode cuidar de filho biológico no santo? Bom, em minha opinião digo que não. Quando a Ialorixá, Mãe de Santo, Zeladora ou como queiram chamar começa a cuidar da cabeça de seu próprio filho de sangue inevitavelmente em algum momento irá misturar sua função religiosa com a função de mãe carnal. Seus sentimentos e emoções irão interferir altamente em sua maneira de lidar com os orixás e entidades de seu filho. Nas giras certamente haverá uma maior preocupação com o filho, para evitar que se machuque ou com a sua forma de incorporação, em relação aos demais filhos de santo. Vejam bem, não é uma crítica ao sentimento natural de mãe destas mulheres. Não. Só acredito que é inevitável uma mistura destes sentimentos.
Acredito que por isso, filhos biológicos cujas mães cuidam de suas cabeças nos terreiros podem tender a ter problemas em seu desenvolvimento na espiritualidade, confusões de sentimentos, enfim, podem apresentar diversos distúrbios de mediunidade. Alguns podem despertar até sentimentos de ciúmes com relação ao tratamento de sua mãe perante os demais filhos de santo, gerando um egoísmo que pode refletir em sérios problemas para o andamento dos trabalhos no terreiro, para o amadurecimento espiritual do mesmo e dos demais, incluindo a zeladora do terreiro.
Outra situação que pode ser criada a partir desta condição é o ingresso de médiuns despreparados para assumir cargos de extrema importância em terreiros por serem designados por sua mães aos mesmos, e não por entidades ou por determinação da espiritualidade superior.
Ainda, filhos cujas mães são zeladoras também podem apresentar um menor senso de responsabilidade que os demais filhos de santo, uma vez que por terem acesso direto à pessoa que seria a conselheira e provedora de auxílio para os trabalhos e obrigações, podem se acomodar e aguardar que suas mães preparem suas oferendas, seus trabalhos, seus banhos, colham suas ervas e tudo mais.
Bom, não é minha intenção neste texto criticar a visão, bem como a prática, de nenhuma pessoa ou terreiro que tenha este tipo de formação. Porém, acredito que estes alertas são válidos para chamar atenção para os desvios de conduta ou problemas que podem advir deste tipo de cuidado. Estou disposta a ouvir as opiniões de meus leitores, e quero sempre lembrar que independente da forma como seja praticada, Umbanda é sempre amor, luz e caridade. Axé!