quarta-feira, 27 de junho de 2012

O adequado desenvolvimento mediúnico

A mediunidade dependendo de como é desenvolvida pode realmente causar mal estar ao médium em desenvolvimento. Afinal, realmente é muito difícil saber quando a mensagem que você está recebendo e precisa repassar é real ou é apenas um joguete da nossa mente. Lembre-se que é um espírito desencarnado usando um espírito encarnado para transmitir o que ele quer passar.


Basta você perceber até onde está indo sua consciência na mensagem transmitida. Seria possível o seu conhecimento sobre a vida daquela pessoa interferir na sua mensagem? Se você não conhece o ouvinte, tenha certeza que as palavras passadas são oriundas de atividade mediúnica e não do seu espírito...

Outra coisa importante é observar em qual vertente espírita você melhor se encaixa. Será que devo ficar no Cardecismo ou porcurar uma religião de origem Africana (Umbanda ou Candomblé)? Escolha com bastante responsabilidade, mas saiba que essa escolha deve ser definida apenas pela vontade de seu espírito e de seu coração, sem pressões da parte de ninguém. Afinal, somos seres livres e consequentemente portadores do livre arbítrio, porém sempre devemos ser conscientes das consequências de nossas escolhas.

Independente da vertente escolhida, devemos nos lembrar que o estudo básico do Espiritismo através da leitura da codificação de Kardec se faz primordial em todos os casos de desenvolvimento mediúnico. Não esqueça de fazer suas orações, leituras e estudos diariamente para apaziguar seu espírito e fortalece-lo espiritualmente.


As entidades e guias espirituais são papel chave em nosso desenvolvimento mediúnico. Peça sempre orientação a eles. Nunca, mas nunca mesmo, independente se você fez o trabalho pedido ou não, eles jamais lhe abandonarão e estarão sempre ao seu lado. Os espíritos não barganham, e sempre estarão junto de você.

Muitos desejam ser médiuns inconscientes, mas lembrem-se de que isso nem sempre é a melhor coisa do mundo, uma vez que o fio de conexão entre seu espírito e o corpo físico nesse tipo de incorporação é muito tênue, e é certamente a incorporação mais perigosa de todas. Além disso, cada um vem com uma mediunidade adaptada ao seu processo evolutivo. Se esta é sua designação, aceite! Não tenha medo de estar mentindo para ninguém. A mentira vem apenas a partir da falta de caráter, risco que não ocorre com médiuns decentes e que seguem as leis do espiritismo de forma adequada.

Por fim, não desistas da tua missão. Afinal, neste mundo existe muitos espíritos encarnados precisando da tua palavra, dos passes e banhos de tuas entidades, do carinho fraterno, do teu colo, de teus ouvidos e teu consolo para acalmar seus corações aflitos. Tenha calma, abstenha-se da pressa. No momento certo todas as respostas virão!

Muito axé para você , fique na paz e boa sorte!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Orixás e características dos seus filhos - parte II

Por mais que possa parecer que estamos distantes de Deus, para alguns religiosos, ao falarmos sobre os Orixás, podemos dizer que a força e presença deles nos aproxima mais do Criador ao percebermos que, assim como os anjos, os Orixás são nossos protetores abaixo do Pai. Apesar da correlação das características negativas destes protetores queridos com seus filhos feitas na parte I, vamos agora ressaltar as características positivas na parte II.
Já parou para pensar no que te inspira? Em quantas vezes você já ficou desanimado de continuar a trilhar seu caminho? Saiba que neste momento, Deus que é o Pai supremo maior é aquele que está com você. Abaixo dele vêm os anjos e os santos, que tanto nos aconselham e estão conosco. Naturalmente, ao termos "pais" e "mães" espirituais também herdamos suas características, exatamente como o tão discutido DNA do corpo terreno, também nosso espírito traz consigo as lembranças e experiências de outra vida, bem como as principais características daqueles que nos regem.
Por exemplo, qual mulher filha de Iansã não tem a fúria de um tornado, porém ao mesmo tempo tem como característica benéfica a doçura de uma leve brisa? Isso sem falar na justiça de Xangô, na ternura de Oxalá, na destreza de Oxóssi, na cura de Obaluaiê, na sabedoria de Nanã, na força de Ogum... Ai, ai... Aprendamos sempre com eles!
Todos são exemplos de força, superação, raça, luta, triunfo sobre as dificuldades, moléstias e mazelas. O bem sempre prevalecerá, não importa quanto mal estiver por vir. Corações limpos e puros sempre hão de manifestar o que há de mais belo e leve da influência destes trabalhadores etéreos de elevado escalão, que juntamente com as Entidades, outro querido grupo de trabalhadores, estão sempre conosco.
Aliás, falando delas, os médiuns que acreditam serem abandonados por elas nos momentos da mais extrema dificuldade estão cometendo severo engano, uma vez que aconselham-nos diretamente, e diariamente, sem pestanejar, com toda ternura e repleto de bons conselhos. Esta história que a Entidade tal ou o Orixá tal estão relacionados ao mal feito a alguma pessoa é pura conversa. Os únicos responsáveis são as próprias pessoas que isto solicitam e delas também será toda consequência.
A influência das características positivas dos Orixás sobre nós nos levam a ter destaque em certos momentos. A atitude de Iansã em uma situação de perigo pode ser a salvação. E o instinto maternal de Iemanjá? Que dizer então da força de Ogum frente às dificuldades? Sempre...sempre hão de estar conosco.
O mais importante é sempre usar de suas vantagens para o bem... Aproveite! Elas são presentes, porém não devem ser desperdiçados. Com isso sempre teremos a grande certeza de que o lado bom dos Orixás nos faz ser iguais a um galho verde; enverga mais nunca quebra...
Axé

quarta-feira, 14 de março de 2012

Abençoados Orixás


Abençoados os que possuem Orixá, os que o têm sem pedir. Porque Orixá não se pede, não se compra, nem se vende. Orixá a gente sente! Benditos os que amam seu Orixá, os que falam com ele com o olhar. Porque Orixá não se cala, não questiona, nem se rende. ... Orixá a gente entende! Benditos os que cultuam seus Orixás. Porque o Orixá te ve sofrer e chorar. E não tem hora para te consolar, amparar e t...e ajudar a superar! Benditos sejam os filhos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque Orixá é a direção. Orixá é a base quando lhe falta o chão! Benditos sejam todos os filhos de raízes, verdadeiros. Porque Orixás são herdeiros da real sagacidade. Ter Orixá é a melhor cumplicidade! E sendo cada um diferente na sua maneira de ser , de pensar e de sofrer O Orixá ama, aceita e respeita seu filho. Porque Orixá nos tem por um simples querer!

Muito Axé!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cargas negativas, ambientes pesados...

Já se sentiu cansado só de entrar em um ambiente? Tem dores de cabeça quando chega perto de uma pessoa? Não é frescura, nem nada de errado com você. Isso pode acontecer com qualquer um...
Todos nós enquanto médiuns em potencial, com diferentes graus de mediunidade, somos capazes de perceber a influência de espíritos negativos ou do periespírito obscuro de algumas pessoas. Ainda, pela troca constante de energia que acontece durante todo o momento neste universo invisível que nos engloba no mundo físico, somos capazes de absorver parte desta energia de baixa vibração e de alta negatividade, e este processo se reflete em danos e desconfortos ao nosso corpo físico, o envoltório material de nosso espírito.
Mas, então, como se proteger dessas situações? Essa resposta é simples, a prática é o mais difícil. O ideal é mantermos sempre a nossa energia de maneira positiva. Claro, a negatividade sempre pode estar rodeando nossas idéias, mas devemos tentar converter nosso pensamentos negativos em energia positiva. Aos médiuns que possuem consciência de sua missão, esta carga é ainda maior. Estes devem estar sempre com o seu dom muito alerta e bem cuidado, evitando desprendimento energético excessivo nestas situações. Afinal, se estamos repletos de uma energia sublime, refinada e boa e chegamos em um ambiente ou pessoa de carga oposta, este nos consumirá como um carro cujo tanque está totalmente vazio de combustível. Isto causa grande desgaste espiritual e mesmo físico do médium.
O que estes ambientes possuem de tão negativo? São obsessores? Nem sempre. As vezes o pensamento negativo de apenas uma pessoa é suficiente para negativar um ambiente inteiro. E os obsessores e espíritos de baixa vibração? Ah, estes fazem a festa. Quantas pessoas não se permitem serem sugadas, quantos irmãos que desconhecem seu real propósito terreno se perdem nas encantarias deste mundo ou são tão preocupados com coisas fúteis para enxergarem a realidade que nos rodeia. Quantos médiuns são negligentes ou incapazes de perceber a que foram enviados a essa existência. Sim, o mundo é um lugar por si próprio de negativa polarização, apenas quando pensamos apenas no que há de ruim... por isso admiráveis são os que conseguem se alegrar do pouco e reclamarem o mínimo possível. Estes são capazes de provar o bálsamo da verdadeira felicidade. Independente da negatividade do ambiente, estes sempre estarão aptos a se manterem da mesma maneira ao adentrá-lo.
Devemos sempre nos polarizar positivamente. Afinal, a nossa matéria é etérea e certamente portadora de cargas. Ou seja, apenas trocamos carga com tudo e todos com quem interagimos. Logo, como me portar num ambiente desse? Tenha calma, eleve seu pensamento a Deus. Certamente, você atrairá boa parte desta carga. Seja sempre positivo para poder eliminá-la, afinal os guias de luz, entidades, orixás; eles estão sempre conosco. Eles irão ajudar a tirar este peso de você. Utilize amuletos e faça banhos caso considere necessário... mas acima de tudo, tenha fé, pois a fé é soberana contra toda e qualquer maldade deste mundo. Boa sorte e muita paz a você querido leitor. Axé

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Meus amados boiadeiros

Os boiadeiros são espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. Os Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Gosta de bebida forte como por exemplo conhaque com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi, feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo... Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os exus. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações. Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. Os boiadeiros estão ligado com a imagem do peão boiadeiro - habilidoso, valente e de muita força física. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores. Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O que é a Umbanda na sua vida?

Acredito que a Umbanda sempre esteve presente em minha vida de uma forma sutil atrelada sempre a minha forma de pensar. Fui educada no Catolicismo, sempre frequentei igreja, porém sempre tive idéias correlacionadas a reencarnação como se já possuísse um entendimento anterior sobre isso. Também gostava muito de incensos e tudo que fosse relacionado ao esoterismo e à magia. Sempre tive devoção por alguns santos. Quando ia na casa de alguém que fosse Umbandista, os quadros com imagens de pretos-velhos sempre me chamavam atenção. Desde pequena tive muitos problemas com meu sono e nunca entendi o porquê. Achava que era o excesso de coisas que tinha a fazer diariamente. Eu não entendia o significado do termo MEDIUNIDADE.
Conheci a Umbanda e passei a amá-la. Passei a pesquisar, a procurar saber. Olho com carinho os Orixás e as Entidades. Frequentei terreiros. Sorri e chorei, fui feliz e me decepcionei, não com a religião, mas com pessoas da religião que ainda não compreendem o real sentido da Umbanda. Como todos os outros irmãos, encontrei a hostilidade, a incompreensão, o desrespeito e o sofrimento entre os não-umbandistas. Hoje, por questões pessoais, estou impossibilitada de exercer minha mediunidade; porém meu coração dói muito por isto e eu continuo amando-a, em silêncio, baixinho, mas verdadeiramente do fundo do meu coração, e quanto aos meus amigos Erês, Pretos-Velhos, Caboclos de Pena e de Couro (meus queridos boiadeiros), Exus e os supremos Orixás, eu tenho a plena certeza que eles estão e sempre estarão comigo e com todos vocês que estão lendo este tópico.
Que a Umbanda possa melhorar e modificar a vida de vocês hoje e sempre, trazendo para nós e para os outros espíritos, toda a luz e o caminho que todos nós precisamos. Axé hoje e sempre.

Comemorando 1 ano no ar

Boa noite amigos,
Perdoem-me por reduzir o ritmo de postagens, mais juro que sempre que eu puder e tiver a inspiração estarei postando por aqui, OK? Gostaria em primeiro lugar de agradecer aos meus seguidores e a todos os visitantes que de alguma forma aproveitaram um pouquinho das minhas humildes palavras e idéias que tenho tido a coragem de deixar neste espaço.Obrigada a todos por prestigiarem meu trabalho e por me ajudarem a evoluir minha mediunidade.
Estejam sempre à vontade aqui... esta página é de vocês.
Beijinhos a todos!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vamos manter nossa mediunidade bem cuidada?

Responda-me rapidamente... você acha difícil cuidar da mediunidade? Eu tenho quase certeza que você querido leitor, respondeu mesmo que mentalmente que sim. Quando pensamos em cuidar da espiritualidade pensa-se, no caso dos Cardecistas em dedicação ao centro durante pelo menos uns 5 dias da semana; ou no caso das religiões africanas todos imaginam nas obrigações de terreiro e em oferendas enormes e mirabolantes. Concordo em dedicação nos ambientes físicos de templos espíritas, porém o cuidado mediúnico deve ser iniciado fora dos templos, é mais simples do que isso e pode ser incluído no cotidiano de qualquer médium.
Quanto tempo vai levar durante a noite, antes de você dormir para fazer suas orações e ler um trechinho de algum livro espírita de sua preferência. Seja O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, Ceifa de Luz, A Gênese, Iniciação na Umbanda, Tambores de Angola, Aruanda... qualquer destes títulos, a leitura deles não enobrece e eleva nosso espírito? Emanar nosso pensamento até Jesus Cristo, nosso pai Oxalá, para que nos dê a leitura exatamente do trecho que estejamos necessitando naquele momento... gera uma paz de espírito tão grande. E a boa e velha Prece de Cáritas, basta refletir nas frases desta poderosa oração. Você verá o quanto ela pode nos trazer alento.
Qual a diferença que estes 5 minutinhos utilizados farão na sua noite de sono? Nenhuma...
E quanto à vela acesa ao nosso Anjo de Guarda? Ah, quantos médiuns esquecem e não precisam ter vergonha de admitir. Nosso anjo de guarda deve estar sempre fortalecido para nos proteger de todos os perigos, moléstias, pestes, inveja e malediscência deste mundo. Vamos sempre acender a vela de sete dias para nosso guardião. Se quiser, acenda uma vela para seu orixá no dia de vibração do mesmo... certamente ele vai se agradar muito em receber um presente, mesmo que seja uma simples vela.
Vamos aproveitar os poderes que Deus nos providenciou através da natureza...Façamos banhos de ervas, sejam genéricos ou de acordo com as necessidades de cada médium, deixando nosso corpo limpo de todas as cargas negativas que absorvemos todos os dias. Certamente nosso corpo e espírito se sentem mais leves não é mesmo?
E por último, vamos alimentar a fonte energética que move isto tudo, e esta parte é muito simples. Para isso precisamos seguir firmes em nossa FÉ, acreditando em Deus que é a força maior criadora deste universo; devemos cultivar a HUMILDADE, sabendo que todos somos irmãos e espíritos em evolução, praticando a tolerância e a paciência; e por último devemos viver a CARIDADE, auxiliando os irmãos menos favorecidos que nós com suprimentos emocionais ou físicos.
Seguindo estas dicas é impossível ser um médium pela metade, mas sim é possível ter paz e um aproveitamento completo deste dom divino, que não nos faz diferentes dos demais, mas nos propicia a oportunidade de sermos seres humanos mais puros e próximos de Deus...
Paz e bem!

sábado, 13 de agosto de 2011

A Lagarta

Imóvel sobre uma folha, a lagarta olhou em torno e viu todos os insetos em contínua movimentação - alguns
cantando, outros slatando, outros ainda correndo ou voando. Pobre criatura, era a única que não tinha voz que não sabia nem correr nem voar.
Com grande esforço começou a mover-se, mas tão lentamente que quando passou de uma folha para outra sentiu-se como se tivesse dado a volta ao mundo.
No entanto não tinha inveja de ninguém. Sabia que era uma lagarta e que as lagartas precisam aprender a
tecer finos fios, com grande habilidade, até construirem uma casinha para si mesmas.
E então pôs-se a trabalhar.Dentro em breve a lagarta estava envolvida num macio casulo
- E agora? pensou ela.
- Agora espere, respondeu uma voz. - Tenha um pouco mais de paciência e você verá.
Quando chegou o momento a lagarta acordou, e não era mais uma lagarta.
Saiu do casulo com duas lindas asas brilhantes e coloridas, e imediatamente voou bem alto no céu, aquela linda Borboleta.
Enviado pela amiga Maria Mulambo Rainha em 8 de agosto de 2011

Conto de amizade

Jair andava pelas ruas da cidade, sempre com o seu fiel cão, um vira-lata, chamado “Malhado”. Apesar de ser um mendigo, ele não pedia dinheiro e aceitava sempre um pão, uma fruta, um pedaço de bolo ou um almoço com sobras de comida.
Jair era conhecido como um homem bom, que perdeu a razão, os amigos e nem sabia mais quem era. Não tinha nenhum vício, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não ganhava nenhuma comida, pois acreditava que Deus lhe daria um pouco na hora certa. E, realmente, sempre alguém lhe dava o que comer. Ele agradecia com muita humildade e pedia a Deus para abençoar aquela pessoa.
Jair e Malhado se conheceram na rua. Ele dividiu seu almoço com o cão, e assim ficaram amigos. Desde então, toda comida que o mendigo conseguia, dava primeiro ao cachorro, que, por sua vez, protegia seu dono. Como viviam na rua, não tinham lugar certo para dormir, onde anoiteciam, ali dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo de algum viaduto.

Uma vez, seu Josué, um pipoqueiro, de uma praça onde o mendigo costumava
passar, começou a conversar com Jair e perguntou:
- Você vive vagando pelas ruas com seu cão... Você não tem nenhum desejo na vida?

E, Jair respondeu:
- Tenho sim. Eu tenho muita vontade de comer um cachorro quente, daqueles
que o seu Zezé vende ali na esquina.

O pipoqueiro, surpreso perguntou:
- Só isso? Só um simples cachorro quente?

E Jair confirmou:
- É, sim, este é o meu desejo do momento.

Seu Josué, então, saiu para comprar o sanduíche na carrocinha do amigo Zezé. Voltou e entregou o delicioso cachorro quente para o mendigo, que emocionado, não conseguia falar nada, somente sorria. Assim que pegou o sanduíche das mãos do pipoqueiro, Jair tirou a salsicha, deu para “Malhado” e comeu o pão com os temperos.


Seu Josué, não entendeu a atitude de Jair, pois a salsicha era o melhor pedaço do cachorro- quente, e perguntou:
- Por que você deu para o cão, a salsicha, o melhor pedaço?

E Jair, saboreando o que restou do sanduíche, respondeu:
- Para o melhor amigo, o melhor pedaço!

Disse isso, e continuou comendo alegre e satisfeito. Seu Josué não tinha mais o que falar. Se despediu de Jair, passou a mão na cabeça de “Malhado” e saiu pensando no que havia acontecido ali naquela praça.Jair, um simples mendigo, havia lhe mostrado o verdadeiro sentido de uma amizade.


 
LIÇÃO DE VIDA:
Como é bom ter amigos. Pessoas em quem podemos confiar... desabafar ...
Amigo é aquele que está do nosso lado sem nada pedir ou exigir, em qualquer momento da nossa vida


Enviado para mim pelo amigo Ogan de Guiã em 11 de agosto de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uma lágrima em uma alma de luz

Era um horário avançado da noite. A jovem médium não conseguia dormir. Deitou-se em sua cama numa tentativa de descansar o seu corpo e obedecer o desejo de libertação de seu espírito cansado de permanecer por longo dia preso à matéria. Naquela noite fria de um inverno gelado, parou olhando para o teto no silêncio de seu quarto, escuro, porém com uma pequena quantidade de luz pela fresta da porta.
Estava cansada da sua ideologia espírita umbandista. Tudo lhe parecia contrário. Todos eram contra suas crenças, perdera o emprego, não tinha mais namorado ou amigos. Revoltou-se com a religião, achando esta ser a grande culpada de seus problemas. Ledo engano. Esta seria apenas o começo da sua evolução.
Questionando a espiritualidade em silêncio, mentalizou a seguinte pergunta: "Fui abandonada pelos ditos 'amigos' espirituais. Onde estão vocês agora que estão em meio a tantas dificuldades?". E não obteve resposta. Sua audiência estava bloqueada e não conseguia ouvir a resposta dos espíritos amigos. Ao fechar os olhos, não conseguia vê-los. Não sentía-os ao seu lado. Espiritualmente estava em estado vegetativo.
Apenas estava disposta a reclamar e nunca via os lado positivo das mudanças que estavam lhe acontecendo. Havia realmente se tornado uma umbandista de verdade. Tornou-se mais caridosa, tinha reais noções de hierarquia, ajudava os outros, se tornou humilde. Tudo que lhe aconteceu derivou de sofrimento pregresso.
Simplesmente continuava a questionar...
De repente foi tomada por uma forte dor de cabeça. Sentia seu corpo fraco e mais uma vez questionava a tudo dizendo que o exercício extremado da mediunidade e a "cobrança" dos Orixás e Entidades porque ela não exercia suas funções estavam consumindo sua vida. Estava totalmente obcecada com pensamentos maléficos a respeito da mediunidade.
Fechou os olhos e por um instante conseguiu dormir. Ao acordar no mundo espiritual, viu ao seu redor um casal de negros velhinhos, um casal de caboclos, boiadeiro e marinheiro, um exu e uma bombogira, um casal de crianças. O menino veio na direção de sua cama e lhe deu com um gesto de muito carinho um doce para comer.
Subitamente acordou, lavou o rosto, foi à cozinha beber um copo d'água e refletir um pouco sobre aquele sonho. Sua fé foi renovada. Foi dormir feliz novamente com a Umbanda e não mais sentiu-se sozinha.
Ao retornar ao hospital, uma bela mulher veio em sua direção e ela questionou:
- Porque quando eu estava pior vocês não vieram ficar comigo?
- Porque você ainda não estava pronta para perceber os benefícios que estavam ocorrendo em sua vida. Além disso, você mesmo precisava se encontrar com relação à sua fé. - respondeu a mulher.
- O que eu estou fazendo aqui neste lugar?
A bombogira respondeu:
- Cuidando do seu espírito, tão castigado, mas que apesar de não exercer a mediunidade como deveria, mesmo assim continua exercendo-a auxiliando os outros de outras formas.
Pela manhã, ao acordar agradeceu a ocorrência daquele sonho bom e em seu ouvido uma voz doce e feminina sussurrou: - Não te aflijas, minha médium amada, nós estamos sempre com você.

A dificuldade de compreensão das religiões africanas

Retorno ao blog cheia de idéias na minha cabeça, e uma delas diz respeito à visão politeísta que algumas pessoas tem em relação às religiões espiritualistas de origem africana.
Pensemos as religiões politeístas da Idade Antiga, falando mais especificamente de Grécia e Roma. Como informado pela história, os gregos adoravam diversos deuses, sendo cada um deles responsável por algum fenômeno da natureza. Assim sendo, Poseidon era o rei dos mares, Afrodite a deusa do amor e da beleza, Ares o deus das guerras, Hermes o mensageiro dos deuses, Hades o senhor dos infernos, Artemis a deusa da caça, Atena a deusa da sabedoria, Zeus o deus supremo. Em Roma, a religião tinha a mesma base, porém os nomes dos deuses tinham relação direta com os planetas do sistema solar, por exemplo Afrodite = Vênus; Ares = Marte. Em que difere dos nossos irmãos de religião católica por exemplo, onde Deus é o ser supremo, e os Santos são pessoas que tiveram grande devoção ao Supremo e onde cada santo é mais específico e tende ao atendimento de uma determinada causa? Ora, não podemos dizer que nenhum de nós é politeísta, afinal todos cremos em um Deus supremo e maior, e em espíritos iluminados que estão logo abaixo deles como os Orixás e os Santos...
Para esse impasse as palavras de ordem são COMPREENSÃO e RESPEITO. Não podemos discutir sobre aquilo que não procuramos nos informar nem entendemos. Não podemos menosprezar a cultura e as crenças alheias. Não podemos condenar alguma fé sem avaliar se nela realmente existe algum fundamento. Quantas pessoas não vão a terreiros totalmente descrentes e após ouvirem algumas coisas pessoais sendo ditas por uma entidade, incorporada em uma pessoa totalmente estranha a ela, que jamais teria como saber aqueles segredos tão íntimos, não sentiram pelo menos a veracidade dos fatos e não saíram pelo menos intrigadas daquele centro? Quem nunca sentia certa curiosidade e até certo medo? Se os Santos não regem as leis da Natureza em conjunto com Deus, qual seria o sentido deles existirem?
Perguntas, perguntas, várias teorias, várias respostas... Não há respostas certas, nem erradas. Apenas interpretações divergentes.
A base de tudo está em ouvir o próximo e compreender, bem como aceitar, sua opinião. Afinal, gostaríamos de ser respeitados da mesma forma. Apenas com esta atitude somos capazes de viver em paz, na comunhão entre irmãos que todos somos, e viver com ecumenismo, ou seja, com a presença de Deus em todos os povos.
Axé...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O ritual do Amaci

O Amaci é o primeiro sacramento da Umbanda para os umbandistas. È a iniciação dos filhos para entrarem no mundo dos trabalhos da Umbanda. Não é o mesmo que batismo, já que este tem como finalidade purificar o encarnado dos pecados anteriores, simbolicamente. O batismo é como uma limpeza para que se inicie uma jornada nova, é uma opção da pessoa ou de seus pais em viver conforme as leis divinas, aceitando e querendo que a pessoa batizada aprenda a enxergar e a interpretar a luz dos Orixás e de Deus, e pode ser recebido por qualquer pessoa.
O Amaci, por sua vez, é destinado apenas aos filhos que já trabalham na corrente mediúnica, e tem uma forte vontade e desejo de continuarem como trabalhadores da seara mediúnica umbandista. Ou seja, para os médiuns que já têm certa convicção de que o caminho para se iluminarem e levarem luz para os seres vivos é a Umbanda.O ritual do Amaci começa com a escolha de padrinhos encarnados e desencarnados. Entre as obrigações desses dias está uma dieta controlada abolindo-se completamente as carnes, outras abstinências,  entre outras coisas. O ritual se dá,  por meio de uma lavagem da cabeça, um banho no chacra coronário, trazendo a vibração do Orixá do médium para mais perto desse filho. Perceba que os banhos de descarrego e imantação são realizados do pescoço para baixo. Apenas o Pai-de-Santo, ou uma de suas entidades poderão promover o banho de sua cabeça)Junto com a lavagem que é uma imantação dos chacras, existem outros ritos que têm a finalidade de imantar e harmonizar os chacras bem como os corpos astrais e etérico para a prática mediúnica voltada para a Caridade.
Dessa forma pode-se dizer que o Amaci tem como finalidade:
a) apresentar o filho ou a filha para o seu Orixá como um de seus instrumentos para o exercício de Seu Amor e de Sua Luz;
b) imantar e entregar a coroa do médium para o seu Orixá Ancestral;
c) iniciar o médium como um membro ativo da Umbanda, com responsabilidades e compromissos com os Orixás (compromissos e responsabilidades são amar o próximo, dedicar parte de sua vida para exercer sua religião com amor e respeito e disciplina. Doar suas energias e tempo para o bem de teu próximo, doar seu corpo, mente e alma para promover a caridade - o amor essencial.)
d) manter esse médium assistido e cuidado, já que sua coroa vibrará na intensidade e na força da Casa, sendo alimentado seu chacra coronário constantemente, garantindo mais segurança e harmonia para esse filho ou filha, possibilitando um maior cuidado e zelo do Pai-de-Santo com seus filhos do ponto de vista espiritual;
Entendamos que o Amaci é mais uma benesse para o médium que qualquer outra coisa. É uma firmeza e garantia para os filhos e filhas.O Amaci não é um compromisso de nunca mais sair da Umbanda, não é o fechamento da porta de saída, não é uma responsabilidade que não se possa posteriormente ser desistida. Ou seja, amanhã caso um filho ou filha desejarem sair da Umbanda, ou mesmo sair dessa casa poderão fazê-lo de forma tranqüila e natural. O Amaci pode ser levantado a qualquer momento a pedido do médium. Ele tem razão de existir enquanto o médium for praticante da Umbanda de forma ativa. Assim não é um compromisso para toda a vida, é um compromisso que respeita totalmente o livre-arbítrio.O maior compromisso dos médiuns foi feito antes de seu reencarne, o Amaci é apenas uma primeira confirmação desse compromisso.

Por Tenda de Umbanda Filhos de Pemba - Araucária - Paraná

sábado, 16 de abril de 2011

O agradecimento diário do Umbandista / Candomblecista

Obrigado meu Pai Oxalá

Pela fé que me sustenta

Pelos amigos que fiz e continuo fazendo

Pelas bênçãos de Ogum

Pela proteção de Iemanjá

Pelo amor de Oxum

Pela força de Iansã

Pela retidão de Xangô

Pelo colo de Nanã

Pelo equilíbrio de Oxóssi

Pelas curas de Omulú

Pelas cores de Oxumarê

Pelas folhas de Osanhe

Pelas Crianças que enchem de alegria nossos terreiros

Pela amizade dos Boiadeiros

Pela humildade dos Preto-Velhos

Pelas Almas Santas e Benditas

Pela cumplicidade de Exú e Pomba Gira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vida de médium é difícil...

Poderia até ser uma frase da cantiga da novela A Escrava Isaura (risos); mas não é. É a pura realidade irmão. Vejam a vida do exímio e grande médium brasileiro Francisco Cândido Xavier. Foi hostilizado, apresentou problemas de saúde, teve uma vida simples, sacrificada e difícil. Muitos irão perguntar: "Para que tudo isso? Não seria mais fácil que utilizasse seus dons para ter uma vida boa, confortável, uma condição financeira abastada e fosse repleto de mulheres ao redor?" Aí está a chave da resposta... A espiritualidade tem um propósito muito maior do que os levianos objetivos presentes neste mundo. Em que os seres evoluiriam se pudessem saber sempre qual o caminho certo a seguir? Ora, em nada avançariam. O ser humano tem o anjo e o demônio dentro de si. É só escolher a quem ouvir e seguir.
Muitos médiuns às vezes reclamam sobre sua condição de vida. Seria muito fácil usar o dom recebido em benefício próprio, mas se assim fosse possível, pelos nossos erros e defeitos enquanto espíritos encarnados, certamente nunca, veja bem, nunca nos preocuparíamos em ajudar o próximo. Demagogia seria dizer o contrário, afinal todos carregamos conosco algum traço de animalidade. Afinal, devemos lembrar que somos animais, porém Deus nos proporciona a inteligência para o discernimento de nossos atos. Dentre os traços animalescos que se relacionam com a sobrevivência, o egoísmo é um deles.
A mediunidade de uma pessoa não é para ela própria. É um domínio público, é um bem de uso coletivo por assim dizer; fato este que pode certamente trazer transtornos para a vida do médium. Mas, o que seria admirar a mais bela das rosas sem ferir-se com os espinhos? Como seria possível contemplar a maravilhosa companhia do Criador sem passar por algum tipo de martírio? Se houvesse esta facilidade, não seríamos dignos deste privilégio. Que possamos, mesmo com toda adversidade, sempre nos lembrar de seguir no caminho do bem, ajudando ao próximo, em comunhão com os nossos guias espirituais, para que possamos ser merecedores da companhia do Deus perfeito e magnífico, arquiteto deste Universo. Paz e bem!

domingo, 3 de abril de 2011

Orixás e características de seus filhos: Um novo olhar...

Nesta primeira postagem de Abril, inicio o mês pensando em algo que talvez ninguém nunca tenha visto neste ângulo. O que faz com que as pessoas venham a este mundo filhos de determinado Orixá?
Acredito que os espíritos tendem a vir à Terra como filhos de determinado Orixá devido a uma semelhança de vibrações com as características do Orixá em questão. Por exemplo, um espírito que vem como filho de Oxossi provavelmente já aprendeu lições em diversas existências com relação a amizade, humildade e outras características positivas atreladas a Oxossi, que lhe possibilitaram algum nível de melhora espiritual, porém ainda está atrelado a seus defeitos que podem ser relacionados com todo lado negativo do mesmo Orixá. Ou seja, espíritos que tenham vivido experiências semelhantes reencarnam como filhos de Oxossi.
Entre os Orixás não há uma hierarquia, nenhum é melhor nem pior que o outro, mas de acordo com os pólos positivos e negativos de cada Orixá, podemos encontrar reunidos espíritos que buscam graus evolutivos diferentes. Qual seria a lição a ser aprendida então? As perguntas seguintes já tem consigo as próprias respostas... Qual o maior defeito da personalidade atrelada a Oxóssi? Não perdoar; Qual a maior negatividade de Iansã? Não conseguir ajustar relacionamentos duradouros.
O pensamento espírita espiritualista é marcado especialmente pela coerência e lógica em suas afirmativas, pois explica o que para muitos é inexplicável ou inimaginável pelos dogmas religiosos. Como então podemos explicar que tantas pessoas tenham personalidades semelhantes e que venham filhos do msm Orixá? Óbvio q as combinações com os outros Orixás da linha alteram um pouco estes caracteres, mas o Orixá que nos rege não foi escolhido a toa, tudo tem um propósito, uma lógica.
Ou seja, espíritos que vem filhos do mesmo Orixá provavelmente tem que aprender lições semelhantes, onde cada Orixá tem a função de nos guiar para repelir as características negativas que eles mesmos possuem em sua personalidade. Cada um presente na linha de um indivíduo tem uma função de correção, uma lição a ensinar, um defeito a depurar. Senão todos seriam Oxaguiã, ou Iansã, ou Ogum e por aí vai.Se fosse exatamente aleatório e sem propósito não haveria evolução do espírito "filho", sem nenhuma beleza e magia de se ter um Orixá como mãe ou pai. Por isso os Orixás são diferentes, próximos dos nossos defeitos e fraquezas. Deus os criou com o objetivo de estar mais próximo de nós através de Espíritos superiores, porém humanizados, removendo a distância que nos separa Dele. Que nós possamos aprender com os Orixás, para cumprirmos os desígnios pelos quais somos seus filhos, e assim avançar no caminho da evolução e tornar nosso espírito menos denso e mais próximo do Criador. Axé!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Porque nos preocupamos demais com o outro?

Para alguns a pergunta lançada no início da postagem é um defeito. Se preocupar com o próximo, pelo contrário, é uma virtude. Atualmente, está cada vez mais difícil encontrar pessoas que se preocupem com o próximo, em qualquer campo de vida que seja, incluindo saúde, namoro, amizade, família... enfim, nunca ninguém tem tempo para os problemas, dúvidas e desejos alheios. Ou pior, tem gente que não sabe simplesmente ouvir e respeitar os anseios do próximo. Aí fica difícil conviver. Quantas guerras, mortes, tragédias e afins são causados pela simples intolerância entre pessoas e povos? Meus costumes, minha religião, minha maneira de pensar são melhores que as suas. Não, não e não. A intolerância é um dos sinais máximos do atraso espiritual e da necessidade de depuração de todo sentimento malévolo que nos ronde. Estes pensamentos é que fazem valer a famosa expressão do Orai e vigiai, uma vez que não é bom para ninguém, nem a ti nem ao próximo, tais tipos de sentimentos.
Quando passamos a amar ao próximo, é natural que tenhamos uma preocupação excessiva com a pessoa que desejamos bem. Deste sentimento sublime que podem surgir as mais amargas decepções. Então dizemos: "Me arrependi de ter feito isso, ou aquilo para fulano... Não faço mais isso por ninguém." Vamos analisar a afirmativa do momento de ira?
Se teu coração é puro, desejas evoluir, se desprender de todo sentimento mesquinho e raiva, certamente não conseguirás se manter por muito tempo desta maneira. Por mais que seu coração esteja lhe matando de tanta dor, mais cedo ou mais tarde, você irá perdoar aquele que te traiu. Tenha certeza que é nesta hora que Deus mais se agrada da tua presença nesta Terra e certamente seu espírito estará dando um salto adiante no caminho da evolução.
Agora analisemos o rancoroso. Pobre alma. Incapaz de se libertar do sentimento vingativo.Pessoas que não perdoam, por mais que amem o ser que magoaram, são incapazes de perdoar ao próximo e a si mesmo. Alimentam os obsessores com a energia pesada que carregam consigo. Misericórdia divina, dos Orixás e Entidades destes irmãos...
Nunca se arrependa em pensar tanto no outro e às vezes esquecer de você mesmo. Veja o caminho do grande médium Chico Xavier. Afinal, todo sofrimento vivido por ele foi por sua doação ao próximo. Mas, veja a felicidade com que ele fazia tudo isso; e a paz de espírito que obteve depois. Reflitamos sobre o assunto, principalmente sobre a máxima de que ESPIRITISMO NADA MAIS É DO QUE DOAÇÃO AO PRÓXIMO E CARIDADE... Axé!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mãe biológica cuidando de filho biológico no santo

Esta é uma grande dúvida entre os Umbandistas. Mãe biológica pode cuidar de filho biológico no santo? Bom, em minha opinião digo que não. Quando a Ialorixá, Mãe de Santo, Zeladora ou como queiram chamar começa a cuidar da cabeça de seu próprio filho de sangue inevitavelmente em algum momento irá misturar sua função religiosa com a função de mãe carnal. Seus sentimentos e emoções irão interferir altamente em sua maneira de lidar com os orixás e entidades de seu filho. Nas giras certamente haverá uma maior preocupação com o filho, para evitar que se machuque ou com a sua forma de incorporação, em relação aos demais filhos de santo. Vejam bem, não é uma crítica ao sentimento natural de mãe destas mulheres. Não. Só acredito que é inevitável uma mistura destes sentimentos.
Acredito que por isso, filhos biológicos cujas mães cuidam de suas cabeças nos terreiros podem tender a ter problemas em seu desenvolvimento na espiritualidade, confusões de sentimentos, enfim, podem apresentar diversos distúrbios de mediunidade. Alguns podem despertar até sentimentos de ciúmes com relação ao tratamento de sua mãe perante os demais filhos de santo, gerando um egoísmo que pode refletir em sérios problemas para o andamento dos trabalhos no terreiro, para o amadurecimento espiritual do mesmo e dos demais, incluindo a zeladora do terreiro.
Outra situação que pode ser criada a partir desta condição é o ingresso de médiuns despreparados para assumir cargos de extrema importância em terreiros por serem designados por sua mães aos mesmos, e não por entidades ou por determinação da espiritualidade superior.
Ainda, filhos cujas mães são zeladoras também podem apresentar um menor senso de responsabilidade que os demais filhos de santo, uma vez que por terem acesso direto à pessoa que seria a conselheira e provedora de auxílio para os trabalhos e obrigações, podem se acomodar e aguardar que suas mães preparem suas oferendas, seus trabalhos, seus banhos, colham suas ervas e tudo mais.
Bom, não é minha intenção neste texto criticar a visão, bem como a prática, de nenhuma pessoa ou terreiro que tenha este tipo de formação. Porém, acredito que estes alertas são válidos para chamar atenção para os desvios de conduta ou problemas que podem advir deste tipo de cuidado. Estou disposta a ouvir as opiniões de meus leitores, e quero sempre lembrar que independente da forma como seja praticada, Umbanda é sempre amor, luz e caridade. Axé!

sábado, 5 de março de 2011

Ser filho de orixá

É saber amar, perdoar, esquecendo a ofensa do irmão que o magoou

é trasnformar a própria dor em sentimento de alegria

é procurar adquirir cultura, instruindo-se para poder instruir

é possuir mente e coração brilhantes para iluminarem caminho obscuros e pedregosos

é estar indiferente a elogios e imune a críticas de pessoas incompreensivas

é agradecer aos guias que o escolheram para servir-lhes de intérprete

é entoar hinos de louvor ao pai que lá do alto também socorre

é constituir-se em tábua de salvação a irmãos naufragados no mar do desespero

é carregar a bandeira da fé com entusiasmo e dedicação

é esquecer-se de si mesmo, auxiliando aflitos e sofredores

é seguir o mestre olorum, levando paciente a própria cruz até o calvário

é partir para o além com satisfação do dever cumprido

ser filho de orixá não é dirigir-se ao terreiro apenas por imposição do medo

não é aproveitar-se da religião para buscar luxo e vaidade

não é mostrar-se interesseiro, indo ás tendas á procura de vantagens materiais, pois cada um tem seu merecimento.

Não é beneficiar-se da mediunidade, recebendo presentes ou dinheiro

não é levar vida cômoda á sombra dos ensinamentos dos guias

não é ser gentil com ricos e grosserios com os pobres

não é invejar o colega, buscando prejudicá-lo através de intrigas

não é perturbar-se com a ingratidão do irmão mal agradecido

não é buscar fama para satisfazer o orgulho

não é aparecer em público, ostentando jóias que custaram o suor alheio.

Enfim, ser filho de orixa é resignação, humildade, respeito, disciplina e acima de tudo gratidão!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O médium enfermo espiritual...

"...Quando o médium passa a defender-se, a criticar os outros, a autopromover-se demais, encontra-se enfermo espiritualmente, a caminho de lamentável transtorno obsessivo ou emocional..." Li este parágrafo numa postagem, no blog Espiritualizando com a Umbanda de Denis Santana e sou obrigada a concordar. É a mais pura verdade. Infelizmente, muitos não o fazem por maldade, mas sim porque são incapazes de perceber que seus espíritos estão doentes.
Acredito que se pudessemos visualizar o corpo espiritual destes irmãos veríamos espíritos amargurados, descabelados, sujos, infelizes, carentes de auxílio, rastejando em locais enlameados e com vários obsessores impedindo-os de sair daquele ambiente. Parece surreal a descrição e que é tudo um joguete da minha vil mente tentando me ludibriar, mas não. Ambientes podres como este existem, e não apenas neste mundo, nesta existência, mas sim em todos os planos, tempos e encarnações.
Seria tão bom se todos os médiuns tivessem a compreensão do seu papel nesta existência. Se aceitassem a sua missão nesta Terra. Se fizessem abstenção de toda vaidade, orgulho, egoísmo e soberba. Se soubessem PERDOAR. Se soubessem AMAR. Se pudessem se permitir COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO.
Creio que os médiuns que são atacados por todos estes distúrbios, em especial a tríade defesa, crítica alheia e superioridade; apresentam tendências maléficas por desvios de caráter que os aproximam aos espíritos de baixa vibração. Isso independe da vertente espírita que frequente. Seja com o nome de kiumbas ou obsessores, os não iluminados são os mesmos. Estes médiuns, ah, pobre deles... seria tão bom poder ajudá-los. Mas, na maioria das vezes, parece um caminho sem volta, pois quase sempre estão tão cegos e tão seguros de si que são incapazes de enxergar os malefícios que estas companhias sugadoras de seus espíritos lhes trazem.
Desejo, eu juro, do fundo do meu coração, que estes médiuns, que na maioria das vezes possuem anos de experiência no espiritismo ou ocupam elevados cargos em terreiros ou centros, percebam os seus erros; peçam perdão às entidades, pessoas que magoaram e a eles mesmos; perdoem as pessoas; para que possam enfim voltar a ter seu equilíbrio espiritual, seguindo a vertente do bem, se aproximando do Criador, reestabelecendo assim seu bem estar físico e espiritual...

Paz e bem!